ok - Sainte-Anne: de bairro gay a bairro japonês

O bairro ao redor da rue Sainte-Anne, próximo da Opéra Garnier, oferece uma infinidade de endereços japoneses de todos os gêneros: restaurantes, supermercados, padarias.... Mas poucos conhecem a história deste quartier antes de se tornar a Little Tokyo parisiense....


No início do séc. XX, e até os anos 80, a rue Sainte-Anne ainda não era o bairro oriental parisiense que todos conhecem nos dias de hoje. É até difícil imaginar mas este era um lugar de encontros para os homossexuais parisienses. Ali era, de fato, o bairro gay de Paris. Os bares, restaurantes, casas noturnas e banhos turcos eram reservados a essa comunidade. A rua era o lugar de liberação sexual e artística. Yves Saint-Laurent, Andy Warhol, Simone Signoret, escritores, costureiros e atores famosos tinham o hábito de frequentar o bairro.


Durante o dia, a rua (muito calma) não deixava ninguém desconfiar no que ela se transformava durante a noite: dinâmica e descolada. Os estabelecimentos, em sua maioria, não tinham nem placa nem vitrine. Suas entradas discretas não davam pista alguma para os transeuntes diurnos, para quem a rua parecia mesmo não ter comércio algum. Era somente a partir das 22h, ao cair da noite, que o bairro começava a se animar. Os clientes chegavam devagarinho nos clubs do quartier: Sept, le Colony, Club 18... famosos por serem os mais quentes e mais trashs da cidade na época. No fim dos anos 70, entre os clubes e os belos rapazes que trabalhavam entre o boulevard da Opéra e a rue Thérèse, o quartier Saint-Anne se tornava o epicentro da Paris homossexual, atraindo um público diversificado, pronto a se entregar a um comportamento licencioso, sem medidas ou remorsos.


Mas nos anos 80, o Marais começa a despertar! Os homossexuais vão trocar Sainte-Anner por este novo cantinho da moda. Em 2 anos, a rua vai literalmente se esvaziar. As persianas vão permanecer fechadas até que uma nova comunidade se aproveite da rua: os japoneses. Assim, são os restaurantes japoneses que vão substituir os bares e as boates gays.


A população japonesa já tinha tomado conta de Saint-Anne desde os anos 60, quando os primeiros comerciantes japoneses começaram a se instalar no bairro. Com o passar dos anos, outros comerciantes nipônicos chegam: épiceries, restaurantes, agências de viagem, livrarias.... A pequena comunidade japonesa parisiense começa a tomar forma. Hoje, com a moda do sushi, os parisienses sabem que este é o lugar ideal para comer a autêntica comida japonesa.


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Fonte: Paris Zig Zag

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