ok - O vinho na Idade Média

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Na Idade Média, as pessoas mais favorecidas bebiam vinho, muito vinho. As menos favorecidas recorriam à cidra, à cerveja. Mas todas as pessoas, principalmente as que viviam nas cidades e que ganhavam a vida quase que de forma correta, bebiam somente vinho. E isso inclui homens, mulheres e até mesmo crianças com menos de 7 anos. Para eles, misturava-se água ao vinho.


Devemos entender os hábitos da época para compreender melhor essa loucura toda: a água na Idade Média era praticamente imprópria para consumo e o vinho era uma bebida com pouca relação com a bebida que conhecemos hoje, muito mais ralo e com menos teor alcóolico.


Assim, com esse consumo todo, a produção devia ser enorme, porque no final da Idade Média, a França contava com 20 milhões de pessoas (antes da Grande Peste). E a dose para um adulto era de cerca de 3 litros por dia. Para uma mãe de família, para um homem que trabalhava. Os homens do clero bebiam um pouco menos pois estimava-se que eles necessitavam fazer menos esforços físicos que uma mãe de família (o vinho era uma espécie de respositor hidrolítico da época).


E naquela época não existiam as caves. Assim, ao raiar do dia, as pessoas desciam até a taverna para beber e tomar seu café da manhã. E no café da manhã bebia-se vinho. E também tomava-se sopa, pão mergulhado num ensopado de legumes e carne acompanhado de vinho. E tudo isso ainda durante a manhã. As tavernas abriam ainda na madrugada nas cidades medievais.


O vinho era assim um princípio vital. Ele era utilizado para lavar os machucados. Quando se faziam operações cirúrgicas ou quando se tratava de um ferimento de guerra, os machucados eram banhados com vinho. Mesmo uma queda de cavalo, músculos machucados, faziam-se imersões do membro ferido no vinho, curativos embebidos em vinho e ele era também a base para a composição de muitos remédios.


Fonte: La France Pittoresque. Clique aqui para ler o artigo original

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